2 de fevereiro de 2010

Palavras ao vento.

Acho um equívoco tentar expressar sentimentos usando simplesmente palavras. É tão fácil falar eu te amo para alguém sem realmente sentir. Pessoas são fácilmente iludidas por palavras doces, que quando não são verdadeiras, transformam-se em letras ao vento, afiadas, cortando cada parte das memórias que ficaram e abrindo uma ferida difícil de cicatrizar. Palavras são erros.
Mas de que outra maneira poderia eu botar pra fora tudo aquilo que eu sinto? Quando não há maneira de demonstrar, como não sufocar em meio aos sentimentos que pressionam o meu interior, implorando pra saírem de alguma forma? Já perdi o medo de cair no ridículo quando eu digo que amo, amo mesmo, de verdade. Tolos são aqueles que se apaixonam perdidamente, e mais tolos ainda são aqueles que não se apaixonam por medo do sofrimento. Já sofri muitas vezes, e tenho certeza de que nada é tão fácil quanto parece... mas como comparar esse pequeno medo de errar novamente com a segurança que você me passa, a paz que você me traz e a felicidade que corrói todas as lembranças e tristezas de um passado infeliz? Não, isso não é uma declaração de amor, são apenas palavras com o máximo de sinceridade que pude arrancar de dentro de mim. É apenas um desabafo.

Vício.

Não consigo evitar. Cada minuto longe de você me incomoda como um alarme, que dispara em meus pensamentos constantemente me lembrando de nunca te esquecer. É como uma droga. Quanto mais eu tento parar, mais dependente eu vou ficando da sua presença. E a pior coisa é não achar a força de vontade pra parar. Muito pelo contrário, me entrego feliz ao meu vício e aceito todas as consequências.

1 de fevereiro de 2010

Fantasmas do passado

Todo passado deve ser enterrado. Não se pode mudá-lo. Por mais que você tenha cometido erros, não é possível acertá-los voltando no tempo. Seus arrependimentos, por mais amargos que sejam, precisam ficar para trás. Não é saudável ficar pensando no que já aconteceu, no que podia ter acontecido, nas palavras ditas no calor do momento, nas palavras que você gostaria de ter criado coragem para dizer. Não é justo consigo mesmo ficar contando quantas vezes você se equivocou. Não vai te levar a nada relembrar dos desamores, das pessoas que você magoou ou das que magoaram você.
Olhar para trás só faz sentido quando você esqueceu algo de bom pelo caminho. Do contrário, olhe apenas para frente e deixe de lado tudo aquilo que não seja o presente.
 
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